A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento em mortes registradas na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os óbitos ocorreram entre novembro e dezembro do ano passado e estão sendo tratados como homicídios pelas autoridades.
Segundo a investigação, um dos suspeitos, de 24 anos, teria aplicado em pacientes um medicamento sem autorização médica e fora de qualquer protocolo hospitalar. A substância, conforme a polícia, pode causar parada cardíaca em poucos minutos. O remédio era escondido no jaleco e administrado de forma irregular. Duas colegas de trabalho, de 22 e 28 anos, também estão sendo investigadas por possível participação nos crimes. Até o momento, a motivação não foi esclarecida.
As vítimas identificadas são João Clemente Pereira, de 63 anos, funcionário da Caesb; Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e uma professora aposentada de 75 anos, que não teve o nome divulgado. Duas mortes aconteceram no dia 19 de novembro e a terceira no dia 1º de dezembro.
Com a gravidade do caso, a Polícia Civil ampliou a apuração e passou a revisar pelo menos 20 laudos de mortes ocorridas em hospitais do Distrito Federal. A medida busca identificar se há outros casos com características semelhantes.
As prisões ocorreram no dia 11, quando também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e no município de Águas Lindas de Goiás.
Em comunicado oficial, o Hospital Anchieta informou que percebeu situações incomuns em três óbitos na UTI, instaurou uma apuração interna e encaminhou todo o material às autoridades policiais, o que deu início ao inquérito.
(Ubatã Sul)
