Polícia acha em rodovia corpos de amigas desaparecidas após festa em SP

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Os corpos encontrados na manhã desta terça-feira (16), em trecho do Rodoanel, são das amigas Júlia Renata Garcia e Cláudia Cristina Pinto, que desapareceram após ir à festa “Paraíso na Laje”, na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, no último dia 3 de junho. A informação foi confirmada pelo delegado do DHPP Fábio Pinheiro Lopes, no Brasil Urgente.

“As duas foram reconhecidas. Que são elas, a gente não tem nenhuma dúvida”, afirmou. 

Lopes disse que os familiares de Cláudia reconheceram as duas por causa das tatuagens - uma delas tinha o nome do filho gravado no corpo. Ele disse que os corpos continham cal, que acelera o processo de decomposição. 

Elas podem ter sido enterradas antes de serem jogados no trecho da rodovia, na altura do município de Itapecerica da Serra. Os corpos das mulheres estavam sujos de barro, assim como o chão onde as duas foram deixadas. 

A polícia acredita que as amigas foram mortas e enterradas em outro local, possivelmente próximo a Paraisópolis, retiradas da cova após a grande repercussão do caso e a pressão da investigação policial, e jogadas no acostamento do rodoanel Mário Covas. 

Uma das hipóteses dos investigadores é de que as covas estejam escondidas em uma ribanceira, que fica às margens da Represa de Guarapiranga. O local é alto, de difícil acesso e existem muitas estradas de terra.  

Uma pista que reforça essa possibilidade é que havia traços de restos mortais das mulheres em uma vala paralela ao acostamento. Outra possibilidade é de que um carro tenha passado na pista e deixado as duas no local. 

Deborah Garcia, irmã de Júlia, disse ao Brasil Urgente que a polícia acredita que as amigas foram mortas por terem sido confundidas por traficantes da região por, supostamente, estarem dando informações aos policiais.

Como parte da investigação, a tropa de choque da Polícia Militar cercou a comunidade de Paraisópolis durante esta terça. 

Cláudia, 36 anos, e Júlia, 25 anos, eram de Manaus e moravam em São Paulo há alguns anos. Elas foram vistas pela última vez numa balada na comunidade. O dono da boate “Paraíso na Laje”, Gledson Ferreira, é investigado como suspeito pela polícia. Ele pediu para Júlia que fosse até a festa, como mostram mensagens que jovem trocou com uma amiga. Em outra conversa, Júlia enviou uma foto e disse que estava com “o dono do rolê”. 

Gledson confirmou em depoimento que estava levando as garotas para balada. 

Depois da festa, nem Júlia e nem Cláudia foram vistas novamente. 


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