Carnaval é tempo de música, rua cheia e muita troca de beijos. Mas junto com a animação, cresce também o alerta de médicos sobre infecções transmitidas pela saliva. A imagem de lábios inchados e feridos que circula nas redes pode até assustar, mas o problema é real e costuma aparecer todo ano após a festa.
Especialistas confirmam que o beijo na boca pode transmitir o vírus da herpes simples, o HSV-1. Quando ativado por fatores como estresse, excesso de sol e consumo de álcool, ele provoca bolhas doloridas que podem infeccionar se não forem cuidadas. Em situações mais delicadas, há necessidade de atendimento médico para evitar complicações.
Outra doença conhecida como “doença do beijo” é a mononucleose, que causa febre, dor de garganta e aumento dos gânglios. Já a sífilis também pode ser transmitida pelo contato com feridas ativas na boca. Além disso, há o HPV, associado a lesões e, em alguns casos, ao câncer de orofaringe.
De acordo com infectologistas ouvidos pelo portal G1 em anos anteriores, não existe beijo totalmente seguro quando há múltiplos parceiros e ausência de cuidados básicos. Quanto maior o número de contatos, maior o risco de exposição a vírus e bactérias.
Como se proteger sem deixar a festa de lado
Evitar beijar pessoas com feridas visíveis ou sintomas como febre e bolhas já reduz bastante o perigo. Manter-se hidratado, descansar e usar protetor labial com fator de proteção solar ajudam a prevenir lesões nos lábios, que facilitam a entrada de vírus.
A vacinação contra HPV e hepatites está disponível pelo SUS e é uma aliada importante. Caso surjam feridas dolorosas ou sinais de infecção após a folia, a orientação é procurar atendimento médico. O tratamento com antivirais costuma ser eficaz quando iniciado logo no começo dos sintomas.
Carnaval é celebração, mas saúde também entra na avenida. Informação e cuidado fazem toda a diferença para que a lembrança da festa não vire dor de cabeça depois.
(Ubatã Sul)
