Empresária é sequestrada e morta após deixar academia em São Paulo

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A Polícia Civil de São Paulo procura peças para montar o quebra-cabeças e solucionar o assassinato de Karina dos Santos Origa, 35 anos. Sobre o que aconteceu na manhã da última terça-feira (14) entre a saída da academia e o encontro do corpo na mata há muitos pontos soltos.

Inicialmente, o crime chegou à polícia como suspeita de mais uma ação de quadrilha do Pix, mas pelas características do crime, tudo indica que foi uma exceção. Ela foi morta com um tiro na nuca.

Às 7h55, Karina chegou à academia para treinar, como fazia todos os dias antes do trabalho. A empresária não levou o celular. Segundo conhecidos, ela deixava o aparelho em casa por medo de assaltos.

A saída da academia, uma hora depois, foi o último registro da mulher com vida. Karina deveria ter ido para casa, onde trabalhava em home office na empresa que tem com o marido.

Três horas depois, o homem ligou na academia perguntando sobre a esposa. Ele foi presencialmente ao local e chamou a polícia, que passou a fazer buscas. Horas depois, o corpo de Karina foi encontrado em uma estrada vicinal em Mairiporã (SP), na serra da Cantareira, com um tiro na nuca.

O carro da mulher foi encontrado parcialmente incendiado em outra estrada de terra, perto da academia. O corpo de Karina não tinha indícios de violência sexual.

Câmeras de segurança

As imagens obtidas com exclusividade pelo Brasil Urgente são os últimos registros de Karina com vida. A mulher estava na esteira da academia. Depois, deixou o estabelecimento na zona norte de São Paulo às 9h03.

Conforme a gravação, antes de atravessar a avenida na faixa de pedestres, ela parou e olhou para trás, mas continuou o trajeto.

Ela fez um treino de cerca de uma hora, e atravessou a avenida porque o carro dela estava parado na rua. É como a maioria dos alunos faz, porque não há vagas na frente da academia.

A polícia acha praticamente impossível que o sequestro tenha acontecido ali, porque ao lado fica uma companhia da Polícia Militar.

Os investigadores acreditam, portanto, que Karina pegou o carro, manobrou e voltou para a avenida, caminho da casa dela. Em algum momento do trajeto, foi raptada.

Uma câmera de rua flagrou o momento em que o carro de Karina passava na avenida. Não se sabe se ela já estava rendida ou sendo seguida.

Ela estava em uma estrada de terra em Mairiporã, e foi localizada cerca de oito horas após o desaparecimento.

“No dia ela estava normal. Aparentemente tranquila, fez o treino dela, foi para casa, não teve nenhum movimento estranho”, contou uma mulher -- cuja identidade foi preservada -- que treinava com Karina.

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