COMO UM SUAVE VERSO DE AMOR

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Quem sabe que eu também não seja um caipira solitário.

Em cima do meu cavalo.

Comendo o giló desta vida.

Quem sabe que eu não fique triste com esta casa vazia de Ricardo e Analu.

E por que não dizer de Luíza também?

Neste dia das mães, sem festa...

Quem sabe se eu precise mais do que esta Heineken gelada.

Não sei se de uma canção nova de Betânia cantando para me inspirar novos sentimentos... 

De uma poesia que enterneça meu coração?

Quem sabe?

Sinto falta dos passarinhos e das borboletas e parece que eles levaram embora a minha poesia.

Vou dar uma queixa na delegacia. 

Pois estão roubando meu patrimônio imaterial.

Mas eles estão voltando. Há pouco ouvi o canto solitário de um sabiá. 

Talvez tenha ouvido o meu pranto. Ou sentido os meus anseios.

Dizem que os passarinhos alcançam os nossos sentimentos.

É que eles devem ter alma como a gente.

E podem cantar ou chorar como a gente.

Que podem chorar através de seu canto. Ou sorrir de alegria também através de seus belos cantos.

Não sei, não sabemos.

Mas esperamos que tenham uma alma de poesia. 

Leve, diáfana, como um leve verso de amor. 

Um verso de tristeza ou de saudade.


Paulo Cabral Tavares

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