Personal diz ter sido barrada em academia no DF por usar 'short curto' : "Para mim, a roupa estava adequada"

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Segundo ela, o contrato do local prevê que os profissionais utilizem calça ou bermuda (Foto: Arquivo pessoal)

A personal trainer Vanessa Del Solar, de 35 anos, afirmou que foi impedida de entrar em uma academia da rede Bluefit por vestir um short considerado "curto" pela equipe do estabelecimento. O caso ocorreu na segunda-feira (20), em uma unidade na Asa Norte, em Brasília.

Segundo ela, o contrato do local prevê que os profissionais utilizem calça ou bermuda. Vanessa, que atende alunos na academia há cerca de um ano, disse que já tinha usado a mesma peça outras vezes, sem problemas.

Na última segunda-feira, porém, Vanessa contou ao jornal que foi repreendida pela recepcionista logo na chegada.

"Disse que o short é curto. Eu falei que já usei a mesma roupa outras vezes e me disseram que a gerência mudou. Questionei se não haveria uma cartilha, algo que explicasse o que é adequado para adaptação".

De acordo com a personal, ela até tentou argumentar para saber se poderia entrar ao menos daquela vez, pois já tinha um aluno fazendo aquecimento na esteira sem atendimento. No entanto, foi informada que não poderia entrar.

"O que mais me afetou foi aquela exposição ali. Eu esperando na catraca, e só escutava que estava com um short curto. Eu tenho bom senso e consigo escolher uma roupa adequada. Sei que tenho que cumprir as regras da empresa, mas não teve tolerância, nem conversa", disse.

Uniforme padronizado, diz academia

Em nota, a Bluefit afirmou que exige dos personais um uniforme padronizado que os diferencie dos profissionais das unidades.

"Apesar dos cuidados que tomamos, qualquer reclamação ou equívoco nas exigências pode ser levada à ouvidoria da rede. A empresa lamenta o ocorrido e já está em contato com a unidade e com a cliente para avaliar a situação", diz trecho da nota enviado ao G1.

Caso na Justiça

Vanessa, no entanto, afirmou que avalia a possibilidade de levar o caso à Justiça. Nas redes sociais, ela classificou a situação como "desagradável" e "inacreditável".

Após o episódio, a profissional contou que realizou o treino do aluno com equipamentos que tem em casa, após o ocorrido.  

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